Funeral de Adriano Barata juntou multidão
19 Jun 2012, 17:20

População ainda consternada com o homicidio, seguido de suicidio, no Carqueijo

EM ACTUALIZAÇÃO (6.ª) às 17h50m de 21.06.12

Foram muitas as pessoas que se associaram à familia de Adriano Barata - assassinado por Pedro Miguel Antunes na passada terça-feira - e que participaram no funeral do jovem de 31 anos, que se realizou na tarde de quinta-feira, 21 de junho, a partir da Igreja de Barcouço. O número de automóveis estacionados encheu completamente toda a zona central da aldeia de Barcouço e depressa a igreja encheu, sendo centenas as pessoas que não puderam assistir às cerimónias religiosas no templo. Familia, amigos, vizinhos e a população da região permanecem consternados com o acontecido na tarde da passada terça-feira.

 

Homicidio seguido de suicidio ainda aflige população

Registou-se um homicidio seguido de suicidio, às 15h20m da passada terça-feira, 19 de junho, num stand de venda de autocarros e autocaravanas, localizado na Estrada Nacional n.º 1 - junto do restaurante Manuel do Castiço e a Residencial As Camélias -, no Carqueijo, no concelho da Mealhada. Registaram-se duas mortes, dois homens, e segundo pudemos apurar o crime teve natureza passional.

Havia um histórico de ameaças entre o alegado homicida, Pedro Miguel Antunes, de alcunha "Michel", e o pai da vítima, Aires Martins. Põe-se a hipótese de o alvo do homicida ser, exactamente, Aires Martins. Michel, um empresário do ramo da restauração, actualmente a gerir de um restaurante em Santa Luzia - depois de ter tido um bar no Algarve -, natural de Penacova (onde tem família), com 40 anos, casado e com dois filhos, terá disparado com tiros de caçadeira contra Adriano Barata (ver foto), de 31 anos, antigo professor de fotografia no Instituto Superior Miguel Torga, em Coimbra, e actualmente a trabalhar com o pai, no referido stand.

Michel suicidou-se logo a seguir, com um tiro na própria cabeça. Adriano Barata foi alvejado no peito e teria, ainda, sinais vitais quando chegaram as autoridades. Foi submetido a operações de reanimação e socorro, mas sem sucesso. Ao homicidio e suicidio assistiu Aires Martins, o dono do stand e pai de Adriano, que a tempo se pôs em fuga.

No local estiveram os Bombeiros da Mealhada, o INEM, a Guarda Nacional Republicana e a Policia Judiciária. Acorreram ao local familiares e amigos da vítima, que estavam em choque. O grande número de curiosos provocou graves constrangimentos ao trânsito, naquela zona. Os dois funerais realizaram-se na quinta-feira, 21 de junho. Adriano Barata foi sepultado em Barcouço e Pedro Miguel Antunes em Luso.

JM